quarta-feira, 30 de junho de 2010

OS ORIXÁS


nova postagem

DEFINIÇÕES DE ORIXÁS

A DEFINIÇÃO DE ORIXÁS É MAIS COMPLEXA DO QUE SE POSSA IMAGINAR
À PRINCÍPIO.
NA MITOLOGIA AFRICANA PREVALECE A PROPOSTA DE QUE UM ORIXÁ É
UM ANCESTRAL ELEVADO À CATEGORIA DIVINA, DEVIDO AO CONTROLE
QUE OBTEVE SOBRE CERTAS FORÇAS DA NATUREZA, COMO O TROVÃO O
VENTO OU A ÁGUA.
ESSA CONCEPÇÃO É REFLETIDA NAS LENDAS QUE SOBREVIVEM HERÓICA
E POETICAMENTE ATÉ HOJE.
CADA CIDADE IORUBÁ TINHA SEU REI, QUE ERA CONSIDERADO UM HERÓI
DIVINIZADO OU A ENCARNAÇÃO DO ORIXÁ ANCESTRAL. DE MODO QUE
ALGUNS ORIXÁS CULTUADOS NUMA DETERMINADA TRIBO, NÃO ERAM
RECONHECIDOS POR OUTRAS.
OS ESCRAVOS TRAZIDOS PARA O BRASIL VIERAM DE DIVERSAS TRIBOS
E ESSA CONVIVÊNCIA FORÇADA FEZ COM QUE OS MEMBROS DESSAS
DIVERSAS TRIBOS RECONHECESSEM E ACEITASSEM OS ORIXÁS DE CADA
UMA. REAGRUPANDO-SE EM TORNO DE UM TERREIRO QUE NÃO ERA O
REINO DE CADA UM, E SIM UM CENTRO DE DEVOÇÃO EM COMUM.
DESSA FORMA, DAS CENTENAS DE ORIXÁS CULTUADOS NA MÃE ÁFRICA,
APENAS VINTE E UM PERMANECERAM SENDO CULTUADOS NO BRASIL.
MUITOS ORIXÁS FORAM FUNDIDOS EM UM ÚNICO ORIXÁ, DE MODO QUE
MEMBROS DE TRIBOS RIVAIS FICASSEM SATISFEITOS.
ESSES ORIXÁS QUE PERMANECERAM, NÃO PODIAM SER LIVREMENTE
CULTUADOS DEVIDO À IMPOSIÇÃO DO CRISTIANISMO. SOFRERAM
ENTÃO O PROCESSO DE SINCRETISMO, OU SEJA, FORAM ASSOCIADOS
E MAQUIADOS SOB A FORMA DE SANTOS CATÓLICOS.
ESSES ORIXÁS ANCESTRAIS POSSUÍAM A CAPACIDADE DE SE ENCARNAR
MOMENTANEAMENTE EM ALGUNS DE SEUS DESCENDENTES ATRAVÉS DO
FENÔMENO DA POSSESSÃO.
OS ORIXÁS TRANSMITIRIAM À SEUS FILHOS SUA SABEDORIA E CARACTE-
RÍSTICAS COMO UMA ESPÉCIE DE IDENTIDADE VIBRATÓRIA.
COMO CADA ORIXÁ TINHA UM DOMÍNIO ESPECÍFICO SOBRE AS MANIFES-
TAÇÕES DA NATUREZA, PASSARAM A REPRESENTAR A ENERGIA VIBRA-
TÓRIA DA MESMA.
COMO HERÓIS MÍTICOS QUE VIVERAM, REINARAM E CONQUISTARAM A
SUA DIVINIZAÇÃO, TERIAM A CAPACIDADE NÃO SÓ DE INTERMEDIAR,
COMO A DE GOVERNAR A VIDA DOS HOMENS.
A MITOLOGIA AFRICANA É MUITO DIVERSIFICADA, TENDO EM VISTA O
TAMANHO DO CONTINENTE. NOS INTERESSA MAIS A MITOLOGIA iORUBÁ
QUE ORIGINOU O CANDOMBLÉ NO BRASIL E A SANTERIA EM CUBA.
NA MITOLOGIA IORUBÁ O DEUS SUPREMO É OLORUM, CHAMADO TAMBÉM
DE OLODUMARÉ. À ESSE DEUS SUPREMO NÃO SE FAZ OFERENDAS, JÁ QUE
ELE É O CRIADOR DE TUDO O QUE EXISTE.
OLORUM CRIOU TUDO O QUE EXISTIA MAIS NÃO CRIOU O HOMEM. ELE
INCUMBIU SEU FILHO OXALÁ DE FAZÊ-LO.
OXALÁ ( É SINCRETIZADO COM JESUS CRISTO, DEVIDO Á SUA
CARACTERÍSTICA DE MEDIADOR ENTRE DEUS E OS HOMENS ).
OXALÁ CRIOU O HOMEM DO FERRO E DEPOIS DA MADEIRA, MAS AMBOS
ERAM MUITO RÍGIDOS. CRIOU O HOMEM DA PEDRA MAIS ERA MUITO FRIO.
TENTOU A ÁGUA MAIS O SER NÃO TOMAVA FORMA DEFINIDA. TENTOU O
FOGO MAIS A CRIATURA SE CONSUMIU. TENTOU O AR E TAMBÉM NÃO
OBTEVE SUCESSO.
DESESPERADO E FRUSTRADO, ENCONTRA A ORIXÁ NANÃ, QUE HABITAVA
AS PROFUNDEZAS DE UM LAGO E RELATA SEU SOFRIMENTO. NANÃ MERGU-
LHA, RETORNA COM LAMA E A ENTREGA À OXALÁ.
ENFIM ELE É BEM SUCEDIDO E CRIA O HOMEM DO BARRO MOLHADO, COM
A AJUDA DE NANÃ. FELÍZ COM O RESULTADO QUE CONSIDEROU PERFEITO
EM SUA CRIAÇÃO, OXALÁ SOPRA-LHE VIDA.
OS HOMENS CRIADOS POR OXALÁ, NÃO POSSUEM UMA CONEXÃO DIRETA
COM O CRIADOR SUPREMO OLORUM, NECESSITAM QUE OXALÁ REALIZE
ESSA CONEXÃO.
AS LENDAS E OS MITOS SÃO DIVERSOS COM MUITAS VERSÕES, VINDAS
DAS DIFERENTES TRIBOS AFRICANAS, MAS SÃO DE UMA INEGÁVEL
SABEDORIA E BELEZA. NO CANDOBLÉ E NA UMBANDA COMPREENDEM OS ORIXÁS COMO MANIFESTAÇÕES DO
PRINCÍPÍO DIVINO.
ESSE PRINCÍPIO DIVINO SE IRRADIA EM SETE LINHAS DE FORÇA
CRIADORAS, REPRESENTADAS POR SETE ORIXÁS.
CADA UMA DESSAS LINHAS É DIVIDIDA EM FALANGES, QUE POR SUA VEZ
SÃO DIVIDIDAS EM SUB-FALANGES. ESSAS SUB-FALANGES SÃO ORGANI-
ZADAS EM BANDAS QUE SE DIVIDEM EM LEGIÕES.
ORIXÁS NÃO SE ENTENDE, SE SENTE.
MAIS IMPORTANTE QUE SABER O QUE SÃO VENTOS, OS RAIOS, OU A CHUVA,
E SENTIR E ABSORVER A SUA FORÇA.
(texto retirado da internet,Claudia Baibich)

ORIXÁS



O QUE É MAGIA

Sistemas de magia

Magia do Caos - (Chaos Magic, Kaos Magick, Circle of Chaos, Círculo do Caos, L.O.T. - Illuminates of Thanateros, Iluminados de Thanateros, Pacto da IOT) - A Magia do Caos tem origem nos trabalhos de Austin Osman Spare, redescobridor do Culto de Priapo. A Magia do Caos é atualmente bastante divulgada por seu organizador Peter James Carroll, além de Adrian Savage.

Os praticantes da Magia do Caos consideram-se herdeiros mágicos de Aleister Crowley (O.T.O.) e de Austin Osman Spare (Zos-Kia Cultus). Seu sistema procura englobar tudo quanto seja válido e prático em Magia, descartando tudo quanto for mais complexo que o necessário. Caracteriza-se por não ter preconceitos contra nenhuma forma de Magia, desde que funcione!

Está se tornando o mais influente Sistema de Magia entre os intelectuais da modernidade. Entre suas práticas mais importantes vale ressaltar o uso da Magia Sexual, em especial dos métodos "da mão esquerda" (VAMA-MARG). Seus graus mágicos são cinco, em ordem decrescente: 4, 3, 2, 1 e 0.

Magia Wiccan - Um aprimoramento da Feitiçaria, a Wiccan é uma religião muito bem organizada e sistematizada, sendo que nela se aboliu a prática de sacrifícios animais, que era freqüente na Feitiçaria. Há um ramo mais elitizado da Wiccan, a Seax-Wiccan, dos seguidores de Gerald Gardner, que busca aprimorar a Wiccan, transformando-a num culto menos dogmatizado que a Wiccan tradicional.

Magia Eletrônica - É uma forma "acessória" da Magia Ritual, utilizando-se de paramentos do tipo Bobina Tesla

ou Gerador Van De Graaff, para gerar poderosas energias visando potencializar os rituais.

Magia Natural - Consiste na utilização de elementos físicos, na forma de realizar atos de Magia Mumíaca (efígies de pessoas, representando-as, tornando-se receptáculos dos atos mágicos, destinados àquelas), bem como no uso de banhos energéticos, defumações, ungüentos, etc., visando obter resultados mágicos pela "via do menor esforço".

Magia Sexual - Temos aqui uma abertura para sete subsistemas, quais sejam:

Ansariético: Criado pelos Ansarichs ou Aluítas da velha Síria, o primeiro dos modernos métodos de Magia Sexual. Eulis: Criado por Pascal Beverly Randolph, um iniciado entre os Aluítas, é um método científico de Magia Sexual ocidental, muito eficiente e perigoso.

Sistema da Fraternitas Saturni (F. S.): É derivado da O.T.O., mas abertamente Luciferiano.

Sistema Maatiano: Criado por dissidentes da O.T.O., tem uma visão mais moderna da Magia Sexual.

Sistema da 0. T. 0. : Basicamente um método de Magia Sexual que busca elevação espiritual através do sexo. Tem três graus de aptidão mágica sexual - o Vlll', o IX' e o XI'. Pode ser considerado base do Tantra ocidental. Veja Sistema Thelêmico.

Sistema da 0. T. O. A.: É muito parecido com o da O.T.O., porém, faz uso não apenas da Magia Sexual praticada fisicamente, mas também práticas astrais desse tipo de Magia.

Sistema Palladium: Criado por Robert North, estudioso de Franz Bardon, P. B. Randolph, Aleister Crowley, além de outros Mestres do ocultismo.

Sistema Zos-Kia: Criado por Austin Osman Spare, consiste no uso mágico da "Auto-Magia Sexual" ou "Auto-Amor". É também um sistema muito potente e perigoso.

Sistema de PathWorking - Idêntico em tudo ao Sistema dos Tattwas, exceto que utiliza desenhos relativos às Esferas e Caminhos (Patits, daí o nome) da Árvore da Vida, que é um hieróglifo cabalístico. Pode-se, alternativamente, utilizar-se de Sigilos de diversas Entidades (visando "via ar" para as paragens habitadas por aquelas), ou até mesmo Vévés (Sigilos do Vudu), com a mesma finalidade - a auto-iniciação.

Magia Demoníaca - (Goetia, Goécia) - Consiste na evocação das entidades demoníacas, Demônios, e de habitantes da Zona Mauva ou das Qliphás. É uma variação unilateral da Magia Evocativa do Sistema Hermético.

Magia Musical - Criado por uma renomada ocultista, Juanita Wescott, estudiosa do Sistema de Franz Bardon. O Sistema de Magia Musical faz uso dos mais elevados ensinamentos do Hermetismo e da Cabala, do ponto de vista de Franz Bardon.

Magia Planetária - Criado pelo grupo Aurum Solis; baseia-se em rituais destinados a evocar ou invocar os Espíritos Olímpicos, Entidades Planetárias (Inteligências), ou Arquétipos (dos Arcanos do Tarot, Seres ou Deuses/Deusas Mitológicos, entre outros). Considerado um sistema prático, completo, eficiente, de poucos riscos e fácil de colocar em prática.

Magia de Abramelin - (os Quadrados Mágicos) - Um tipo de Magia Ritual cujo alvo principal é a conversação com o próprio Anjo da Guarda; depois, se fará uso de uma série de Quadrados Mágicos que evocam energias diversas. É um sistema poderoso e perigoso, no qual muitos experimentadores se "deram mal", aliás, muito mal. As instruções dadas no famoso livro que ensina, esse sistema, não devem ser levadas "ao pé da letra", de forma irrefletida; deve-se, porém, ter total atenção aos ensinamentos, antes de colocar os mesmos em prática.

Magia Enoquiana - (Magia Enoquiaria, Enochian Magic) - É um sistema simbolicamente complexo, que consiste na evocação de Energias ou Entidades de trinta Esferas de poder em torno da Terra. É um sistema poderoso e perigoso. Esse sistema foi descoberto por John Dee e Edward Kelley; posteriormente, foi aperfeiçoado pela Golden Dawn, por Aleister Crowley e seus muitos seguidores; entre eles vale destacar Gerald Schueler.

Os "nomes bárbaros" a que se referem muitos textos de ocultismo são os "nomes de poder" utilizados nessa magia. Aqui, trabalha-se num universo próprio, distinto daquele conhecido no Hermetismo e na Astrologia. Busca-se contato com Elementais, Anjos, Demônios e com o próprio Anjo da Guarda. Dizem alguns entendidos que a famosa Arca da União é o Tablete da União, peça fundamental desse sistema. Esse Tablete da União encontra-se à disposição de qualquer Mago que cruze o Grande Abismo Exterior, após a passagem pelo subplano de Zax, no Plano Akáshico, Etérico ou "do Espírito", local onde estão situados os subplanos Lil, Arn, Zom, Paz, Lit, Maz, Deo, Zid e Zip, os últimos entre os trinta Aethyrs ou subplanos. Essa região é logo anterior ao último "anel pelo qual

nada passa", tudo isso dentro do conceito do Universo pela física enoquiaria.

Magia Psicotrônica - É uma forma de Magia Pragmática, pois utiliza o simbolismo próprio do Mago (uma vez que será este a determinar quais os números a serem utilizados, qual o tempo de exposição ao poder do equipamento utilizado, ou ainda uma série enorme de "coisas" passíveis de emissão psicotrônica, detectadas ou determinadas por meios radiestésicos ou intuitivos), aliado à eletricidade e à eletrônica, para produzir seus efeitos, Apesar de utilizar-se de aparato muitas vezes sofisticado, tem o mesmo tipo de ação que outras variedades de Magia Ritual, isto é, depende Inteiramente (ou quase) das qualidades mágicas do operador.

Magia Radiônica - É a única modalidade de Magia que, apesar de totalmente encaixada no sistema de Magia Ritual, e herdeira única do Sistema Psicotrônico, reúne em si, simultaneamente, as características de Dogmatismo e Pragmatismo. Os métodos utilizados para a detecção das energias são nitidamente Pragmáticos, uma vez que fazem uso de pêndulos (radiestesia) ou das placas-de-fricção (sistemas sujeitos à Lei das Sincronicidades, de Carl Gustav Jung).

Magia Druídica - Há muito em comum entre o Druidismo moderno e a Wiccan (nome dado nos países de língua inglesa à Bruxaria). As principais diferenças residem na mitologia utilizada nos seus rituais (a celta), além dos locais de culto (entre árvores de carvalho ou círculos de pedras). O Druidismo pode ser resumido corno um culto à Mãe Natureza em todas as suas manifestações rituais.

Magia Luciférica - (Luciferianismo, Fraternitas Saturni) - Muito parecido com o Sistema de Magia da O.T.O. (Thelêmico), centralizando suas práticas a Magia Sexual (em especial nas práticas da "mão esquerda"), a Magia Ritual e a Magia Eletrônica, conta, porém, com uma distinção fundamental do sistema pregado por Aleister Crowley: enquanto a O.T.O busca-se a fusão com a energia criadora, através da dissolução do ego, na Fraternitas Saturni (F. S.) busca-se elevar o espírito humano a uma condição de Divindade, alcançando o mesmo estado que o da Divindade cultuada: Lúcifer, a oitava superior de Saturno, cuja região central é o Dermurgo, e cuja oitava inferior é Satã, Satan, Shatan ou Satanás (e sua contraparte feminina, Satana). Portanto, Lúcifer e Satã são entidades distintas. Na F. S., há 33 graus, alguns mágicos, outros administrativos.

Magia Necronômica - (do Necronomicon) - Uma variação da Magia Ritual, que baseia-se na mitologia presente nos contos de horror do autor Howard Phillips Lovecraft, em especial no deus Cthulhu, e rio livro mágico Necronomicon (citado com freqüência pelo autor). Atualmente, diversos grupos fazem uso desse sistema na prática, entre eles valendo destacar a I.O.T., a O.R.M. e a Igreja de Satanas. Frank G. Ripel, ocultista italiano que lidera a O.R.M., pode ser considerado o mais importante divulgador dessa Magia, além de ser o renovador do Sistema Thelêmico; o I.0.T. tem sido o responsável pela modernização (e explicação racional) dessa poderosa Magia. E por ser perigosa tem atraído muitos incautos, tanto que foi criada uma coleção de RPG's versando sobre o culto de Cthulhu, o Necronomicon e outras idéias de H. P. Lovecraft. Há muitas Ordens Thelêmicas, como a O.R.M (Ordo Rosae Misticae), dirigida por

Frank G. Ripel, por exemplo, que seguem a filosofia básica, mas com ditames próprios - como utilizar uma "Arvore da Vida" com doze "esferas" (fora Daath), o que resulta num Tarot com 24 Arcanos Maiores.

Magia Shamânica - O Shamanismo é a raiz de toda forma de Magia. Floresceu pelo mundo todo, nas mais diversas maneiras, dando origem a diversos cultos e religiões. Sua origem remonta à Idade da Pedra, com inúmeras evidências disso em cavernas habitadas nessa era. O Shamanismo moderno está ainda embrionário, embora suas raízes sejam profundas e fortes. O Shamã é uma espécie de curandeiro, com poderes especiais nos planos sutis. O Shamanismo caracteriza-se pela habilidade do Shamã entrar em transe com grande facilidade, sempre que deseja.

Magia Thelêmica - (Thelema, Aleister, Crowley) - Criado acidentalmente (foi a partir da visita de uma Entidade que Aleister Crowley tomou o direcionamento, que o faria criar este Sistema), este Sistema original é, atualmente, um dos mais comentados e pouco conhecidos. Tendo como ponto de partida o Liber AI Vel Legis (O Livro da Lei), ditado por uma Entidade não-humana (o Deus Egípcio Hórus, Deus da Guerra), o sistema Thelêmico ampliou suas fronteiras, fazendo uma revisão na Magia Ritual, na Magia Sexual e nas Artes Divinatórias. Faz uso, a "Corrente 93" das Correntes Draconiana, Ofidioniana e Tifoniana.

Thelema, em grego, significa vontade, Os thelemitas reconhecem como equivalente numerológico cabalístico o número 93. Os Thelemitas chamam aos ensinamentos contidos no "Livro da Lei (The Book ofthe Law) de "Corrente 93". As duas frases mágicas dos Thelemitas são: "Faze o que tu queres

pois é tudo da lei" (Do what thou wilt shall be the whole of the Law") e "Amor é a lei, amor sob vontade" (Love is the law, love under will"), que dizem respeito aos mais sublimes segredos do Livro da Lei. As músicas "A Lei" e "Sociedade Alternativa", de autoria de Raul Seixas, definem bem a filosofia Thelemita. Rituais importantes são realizados nos dois solstícios e nos dois equinócios, o que, demonstra uma influência da Bruxaria.

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Aurum Solis - Uma variação do Sistema da Golden Dawn, bastante completo, tendo como principal adição ao Sistema mencionado, o uso de práticas de Magia Sexual. Este grupo é liderado pelos renomados ocultistas Melita Derming e Osborne Phillips.

Quabbalah - (Kabalah, Fórmulas Mágicas) - É a prática do misticismo das letras (isto é, do conhecimento das cores, notas musicais, elementos naturais e suas respectivas qualidades, regiões do corpo em que cada letra atua, etc.), daí ao uso de palavras e de sentenças; o emprego de mais de uma letra, cabalisticamente, tem o nome de Fórmula Cabalística.

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Bruxaria - (Wlthcraft) - Não era considerado um sistema de Magia até virem à luz os trabalhos de Gerald Gardner, Raymond Buckland e Scott Cuningham. As bruxas e os bruxos se reúnem nos covens, que por sua vez encontram-se nos sabbats, as oito grandes festividades definidas pelos solstícios, pelos equinócios e pelos dias eqüidistantes entre esses. Os últimos são considerados mais importantes.

A Bruxaria é um misto de métodos de Magia clássica (Ritual, Sexual, etc),

com práticas de Magia natural (uso de velas, incensos, ervas, banhos, poções, etc), cultuando entidades pagãs em geral. Nada tem a ver com o Satanismo. Um Bom exemplo desse sistema pode ser observado no Livro Brida de Paulo Coelho.

Candomblé - Muito parecido com o Vodu, mas simplificado. Na verdade, o Candomblé é um culto aos Deuses e Deusas do Panteão nagô, onde, predomina a Magia Natural, com grande ênfase nos sacrifícios animais, na criação de Elementares Artificiais e em outras tantas práticas de magia - como os banhos de ervas, o uso de pós mágicos, etc. - além de Evocações e Invocações dos Orixás.

Vodu - (Voudoun, Voodoo) - Apesar de ser tido como uma religião Primitiva, o Vodu é na realidade, um Sistema de Magia bastante completo. Nele há todos os princípios da Magia: Invocação, Evocação, Divinação, Encantamento e Iluminação. Práticas não encontradas nos outros cultos afro (Candomblé, Lucumí, Santeria), como por exemplo a Magia Sexual, estão presentes, no Vodu, embora de forma não muito aprimorada, exceto dentro do Voudon Gnóstico e do Hoodoa.

As possessões que ocorrem no Vodu (como no Candomblé, Umbanda, Quimbanda, Lucumí e Santeria), são reais, fruto da Invocação das Entidades. A possessão no Vodu é um fenômeno completo e real. O demônio "monta" o indivíduo da mesma forma que um ser humano monta num cavalo. As entidades "sobem" do solo para o corpo do indivíduo, penetrando inicialmente pelos seus pés, daí "subindo", e isso é uma sensação única e terrível, que só pode ser descrita por quem já teve tal experiência. Cada Loa (Deus ou Deusa) do Vodu tem sua personalidade distinta, poderes específicos, regiões de

autoridade, além de insígnias ou emblemas - "Vevés" e ferramentas.

As Entidades do Vodu são "assentadas" (fixadas) em receptáculos diversos, que vão desde vasos contendo diversos elementos orgânicos misturados (os Assentamentos), até garrafas com tampa, passando pelas Atuas - caixinhas de madeira pintadas com os sigilos (Vévés) dos Loas, com tampa, altamente atrativas para os Espíritos.

Quimbanda - Muito parecido com a Magia da Umbanda, somente que aqui se trabalha com entidades demoníacas; é basicamente um culto de Magia Negra.

Umbanda - Consiste na Invocação de Entidades de um Panteão próprio e extremamente complexo, visando obter os favores das Entidades "incorporadas"; também existe a Evocação quando se faz "oferendas" de coisas diversas para as Entidades. É basicamente um culto de Magia Branca.

Sangreal - Criado pelo famoso ocultista William G. Gray, é um sistema que busca fundir a tradição ocidental em suas principais manifestações: a Cabala e a Magia. Na verdade, a Cabala aqui abordada é a teórica, que aliás é utilizada em todas as escolas de Ocultismo, exceto aquelas que abraçam o Sistema de Cabala Prática de Franz Bardon, do Sistema Hermético. Sua principal característica é a de "criar" (dentro de cada praticante) um "Sistema Solar" em miniatura. A partir daí, cada iniciado trabalha em seu Microcosmo, e no Macrocosmo,de forma idêntica.

terça-feira, 29 de junho de 2010

OGUM

Ele é o Senhor da guerra, indomável e imbatível defensor da lei e da ordem, defende os fracos e os que estão em demanda.

Foi Ogum quem ensinou aos homenso trabalho com ferro e aço. Seus instrumentos, além da espada são: alavanca, machado, pá, enxada, faca, etc. Com os quais ajudou os homens a dominar à natureza e a transformaá-la.

No sincretismo Ogum é associado a São Jorge, 23 de Abril.

Como está sempre ligado ao poder e a força, este Orixá não gosta de Ter suas ordens desobedecidas. Quando não é atendido fica irado e perde a razão e castiga àqueles que o desobedeceram, arrependendo-se depois.

A cor de Ogum é o vermelho, mas pode ser associado ao verde. Sua bebida é a cerveja branca, seu dia da semana é a terça-feira.

Este Orixá foi casado com Iansã, a Orixá dos ventos, que fugiu com Xangô. Também foi casado com Oxum, a Orixá da água doce, que abandonou Ogum para se casar com Oxossi, o Orixá das matas.

Ogum também é considerado o Senhor dos caminhos. Ele protege as pessoas em locais perigosos, dominando a rua com o auxílio de Exu, seu irmão e rei das encruzilhadas e dos cemitérios.

História

Conta uma lenda que ao chegar a uma aldeia Ogum ficou furioso. Ele falava com as pessoas, mas ninguém o respondia. Isto aconteceu sucessivas vezes, e sempre que se dirigia a um morador da aldeia só tinha silêncio. Ele achou que as pessoas da aldeia estavam zombando dele e num ato de fúria usou seu poder e matou a todos que ele pensava estarem o humilhando.

Um dia ao passar por outra aldeia ele contou a um ancião o ocorrido e este lhe disse que na aldeia por onde Ogum passara as pessoas, naquela época do ano, faziam um voto de silêncio por alguns dias.

Ao saber disso ele ficou enfurecido consigo e envergonhado, jurou proteger os mais fracos e todos aqueles que estivessem sofrendo injustiças, discriminações e qualquer tipo de perseguição injusta.

As pessoas de Ogum

São pessoas determinadas e com vigor e espírito de competição. Mostram-se líderes natos e com coragem para enfrentar qualquer missão, mas são francos e, às vezes, rudes ao impor sua vontade e idéias. Arrependem-se quando vêem que erraram, assim, tornam-se abertos a novas idéias e opiniões, desde que sejam coerentes e precisas.

As pessoas de Ogum são práticas e inquiétas, nunca "falam por trás" de alguém, não gostam de traição, dissimulação ou injustiça com os mais fracos.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A CURA NO CANDOMBLE

Todas as religiões e doutrinas espirituais do mundo se valem dos mais variados recursos para aliviar a dor, seja ela física ou emocional. Veja como cada tradição religiosa trabalha a cura, trazendo equilíbrio ao corpo e à alma.
TEXTO: LIANE ALVES | FOTOS: RICARDO IAZZETTA
Orações, mantras, passes, óleos e água consagrados ou cerimônias específicas para a cura são utilizados por várias tradições espirituais para trazer saúde a quem está doente. Segundo o livro Caminhos da Cura, do médico neurologista Francisco di Biase e do educador Mário Sério F. da Rocha (ed. Vozes), esses recursos atuam na parte energética e espiritual da pessoa, o lugar em que primeiro aparece o desequilíbrio que posteriormente se transforma em doença. Segundo essa visão, é a alma que em primeiro lugar deve ser tratada. “A cura é uma alquimia interna, uma graça que recebemos e que nos cabe conservar”, dizem.

Os dois autores vêem a doença como um desequilíbrio em nosso sistema auto-organizador. É como se de repente, por acúmulo de vários fatores, algo deixasse de funcionar nesse sistema invisível que nos mantém. “Segundo a física, todas as coisas surgem de um vazio não manifesto e retornam a ele algum dia. Esse campo eterno, infinito, invisível, além do tempo e do espaço, alicerça o Universo e o sustenta organizado. É por isso que toda a natureza é permeada de ordem, inteligência e auto-organização. Isso serve também para nós, seres humanos”, afirmam. A doença, segundo eles, surge de uma desconexão com esse campo inteligente e organizador, que as tradições religiosas chamam de Deus ou natureza primordial. E isso acontece quando deixamos de realizar o que nos trouxe à vida. “Quando nos convocamos a existir, há uma promessa inerente a nosso ser. Estamos aqui para realizar uma tarefa pessoal e intransferível, (...) para trazer uma diferença ao Universo”, diz o psicólogo e antropólogo Roberto Crema no livro Saúde e Plenitude (ed. Summus). Essa grande obra, segundo Crema, é ser o que a gente realmente é, atender à nossa vocação mais essencial. “Nascemos para evoluir e adoecemos quando nos deixamos estrangular nesse curso singular de aperfeiçoamento rumo ao que somos”, diz Roberto Crema, membro do Colégio Internacional dos Terapeutas, entidade que procura acrescentar a dimensão espiritual no processo terapêutico.

Aqui, as principais tradições e doutrinas espirituais falam de seus recursos em direção dessa poderosa alquimia interna, que pode contribuir para a cura e ajudar na realização do ser.

Cristianismo
A força da fé
Além de anunciar a boa-nova, que falava de amor e perdão, o que Cristo fez mais na Terra foi curar: devolveu a visão a cegos, restabeleceu a saúde de leprosos, fez paralíticos andarem. “Nos evangelhos encontramos Jesus dizendo, indiferentemente: ‘A tua fé te salvou’ ou ‘A tua fé te curou’”, escreve o padre ortodoxo francês Jean-Yves Leloup no livro Cuidar do Ser, Fílon e os Terapeutas de Alexandria (ed. Vozes). “Em grego, se usa a mesma palavra para salvação e saúde: soteria”, diz ele. Isto é, segundo o cristianismo não existe saúde do corpo que não envolva também a cura, ou a salvação, da alma. E essa ação se realiza por meio da fé. “A força da fé unifica o ser internamente e atrai a graça divina para o que necessitamos”, diz Leloup. Todo o caminho cristão é feito para ativá-la. Orações, cerimônias religiosas, música, reflexões sobre as palavras do Evangelho e exercícios de meditação ou contemplação são alguns dos instrumentos para reavivar essa força interna.
Já no catolicismo mais popular, as promessas têm um lugar especial quando o assunto é cura. Mas não são todos que aprovam a prática. “A promessa é como uma troca: eu faço um imenso sacrifício para obter alguma coisa. Mas Deus não precisa disso. Basta pedir com muito fervor”, diz o padre jesuíta Rui Melati, da Igreja São Luís, de São Paulo. Para o religioso, Deus pode usar a intermediação de santos ou pessoas que naturalmente tenham o poder de cura. Ou então intervir diretamente, pelo milagre, que é uma cura sem explicação dentro da realidade comum. Nas orações de cura, algumas vezes se empregam óleo ou água consagrados ou impostação das mãos. Os antigos padres do deserto (séculos 4 e 5) preferiam repetir continuadamente o poderoso nome de Jesus em aramaico (Yêshua) ou repetir em voz baixa a expressão ma-ra-na-ta (“Vinde, ó Senhor”). Na Rússia, o pai-nosso recitado em uma única respiração, como conta Paul Dukes no livro
De um Único Alento (ed. Horus) também era reconhecida com uma oração de grande efeito curativo.
Religiões afro-brasileiras
Oferendas e ações caridosas
A doença, no candomblé, pode ser detectada por meio de um oráculo: o jogo de búzios. Já na umbanda, são índios, pretos velhos e crianças, incorporados em médiuns, que aconselham o doente. Com base na consulta, decide-se o tratamento. “No candomblé, temos algumas entidades ligadas à cura. A principal dela é Omulu, o orixá (divindade) relativo às doenças”, diz o doutor em sociologia Armando Vallado e autor do livro
Iemanjá, a Grande Mãe Africana do Brasil (ed. Palas Athena). “A história do orixá explica essa relação”, diz ele. Conta-se que o pequeno Omulu foi rejeitado pela mãe porque tinha o rosto coberto de varíola. Iemanjá ouviu o choro do bebê perto da praia e cuidou dele. Fez um capuz de palha para esconder as marcas do rosto, e Omulu se sentiu de novo amado. Depois disso, o orixá se dispôs a cuidar de quem estivesse doente, como ele. Nas curas, as pipocas – comida relacionada ao orixá porque lembra as feridas da varíola – são passadas no corpo do doente. Ossãe, o orixá das florestas, se encarregará das folhas escolhidas para banhos e infusões, com a ajuda de Oxumaré, o orixá da água. Também serão feitas oferendas (comidas e flores) a vários orixás com a intenção de cura. Orações, músicas e cantos auxiliarão o tratamento.
Nos centros de umbanda de mesa branca (que se inspira no kardecismo, ou espiritismo), as indicações serão de orações e ações caridosas recomendadas pelos espíritos por meio de médiuns.
Espiritismo
Passes, cirurgias e desobsessões
grande arsenal de recursos relativos à cura. O primeiro deles é o chamado passe magnético. “Ele usa o fluido vital, ou magnetismo, do médium e do ambiente circundante para equilibrar a pessoa que eventualmente esteja doente. A distribuição desse fluido é feita pelos espíritos que auxiliam na sessão”, diz André Siqueira, engenheiro de softwares, que coordena diversos grupos de estudos da doutrina em Brasília. Segundo André, os espíritos distribuem com sabedoria esse fluido, ou energia, ainda não reconhecido pela ciência e invisível a nossos olhos, para que não falte para ninguém. A água, que recebe essa energia magnética com intenção de cura, também é usada no tratamento. “Ela sempre deve ficar armazenada num ambiente bastante calmo e tranqüilo, pois continua recebendo as influências do ambiente onde está”, aconselha André. O livro
Mesmer, a Ciência Negada e os Textos Escondidos (ed. Lachâtre), do jornalista Paulo Figueiredo, é uma das obras que analisam minuciosamente o emprego da energia vital no processo de cura de acordo com o espiritismo.
Outro recurso utilizado pelos adeptos dessa religião é a cirurgia espiritual, que pode se manifestar, ou não, no corpo físico. “As operações podem ocorrer somente no perispírito, o corpo de energia sutil que envolve o corpo físico, e não deixar nenhum sinal aparente. Ou, então, se manifestar no corpo físico, com sinais visíveis, como cicatrizes em retiradas de tumores”, diz o instrutor. A desobsessão, quando necessária, também é empregada no tratamento. “Uma pessoa pode adoecer por influência de um espírito que está ligado a ela e não a deixa viver em paz”, diz ele. Através do diálogo com o espírito, feito por meio de um médium que o incorpora, e também com orientação dirigida à pessoa que está viva, essa ligação prejudicial à saúde física e espiritual é desfeita. Os últimos recursos são o aperfeiçoamento da consciência, feito por meio da doutrinação, o exercício da oração constante e as obras caridosas.
Hinduísmo
A união do corpo e da alma
Religiões antigas, como o hinduísmo, deram origem a muitos tipos de medicina e práticas. Na tradição hindu, se enfatiza a união entre o corpo e a alma – e é a ioga quem faz isso. “Na Índia, existem hospitais de iogaterapia, que é o emprego da ioga para tratar doenças”, diz Horivaldo Gomes, carioca que foi diversas vezes a esse país para aprender a abordagem do método. Hoje ele é instrutor de iogaterapia em várias cidades do Brasil. “A ioga como um processo específico para o tratamento de doenças traz resultados rápidos e surpreendentes”, diz. A diferença entre a ioga, que naturalmente já garante equilíbrio e boa disposição, e a iogaterapia são as técnicas direcionadas para os diversos tipos de doença. “Ela é mais precisa”, afirma Horivaldo. A medicina aiurvédica, que nasceu e foi codificada com base nos Vedas, as escrituras sagradas do hinduísmo, também é usada para a cura. Ela se fundamenta no equilíbrio dos três doshas, as energias predominantes de cada indivíduo. O bem-estar é garantido por meio de alimentação, massagens, exercícios físicos, lavagens intestinais e remédios de ervas e substâncias minerais. Para quem segue a religião hinduísta, acrescenta-se o uso de mantras e determinadas práticas de purificação, como o agni rotra, a cerimônia do fogo. Hoje, tanto a iogaterapia quanto a medicina aiurvédica ganharam independência de sua tradição espiritual de origem e se tornaram universais. “Elas podem ser usadas por qualquer pessoa, independentemente da religião”, diz Horivaldo.
Budismo e linhas orientais
Mantras, cerimônias e passes
O budismo ganhou as cores das culturas dos países onde foi difundido, mas sempre se baseia nos ensinamentos de Buda. No budismo tibetano, o Buda da Medicina é muito importante. Sua figura se parece com a do Buda Shakhiamuni, o Buda histórico, nascido há 2,5 mil anos, mas sua pele é azul, indicando um alto nível espiritual. Seu mantra é: Thayata Om Bengadze Begandze Maha Begandze Begandze Rantza Samungate Soha. Os budistas tibetanos acreditam que a natureza dos Budas é nossa natureza primordial. “Somos todos Budas e ao invocar o Buda da Medicina despertamos a parte curadora que existe em nós”, diz a monja Tenzin Namdrol, de Petrópolis, RJ, ordenada junto a lamas devotados ao buda curador. Ela é testemunha dessa ação poderosa. Portadora de fibromialgia, uma inflamação dos nervos, se sentiu curada ao traduzir um livro: Em Busca do Buda da Medicina, do terapeuta americano David Crow (ed. Pensamento). Na obra, David narra sua vida entre médicos tibetanos e indianos, descrevendo abordagens de cura. “As dores diminuíram e creio que a ação do Buda da Medicina ajudou”, diz ela.

“A cura deve atingir diferentes níveis. Às vezes o corpo é curado, mas ainda restam emoções em desequilíbrio. Outras vezes, o físico e as emoções ficam bem, mas os níveis sutis, ligados a nossa mente, permanecem afetados. E a doença pode voltar”, diz a veneranda Sarah Tresher, do Centro Siwalha, do Rio de Janeiro, que vem ao Brasil anualmente para dar cursos ligados à saúde. “Por isso, no budismo se procura atingir todos esses níveis com mantras, preces e cerimônias de purificação”, diz ela.

Já nas linhas espirituais japonesas não budistas, é famoso o johrei, um passe que utiliza a energia vital que chega do Universo pela técnica de imposição de mãos. Segundo os membros da Igreja Messiânica, que o usam, pesquisas científicas indicam que durante o johrei o cérebro passa a registrar ondas alfa, que só aparecem quando a pessoa está relaxada ou concentrada, e ondas teta, que aparecem durante uma meditação profunda. Com isso, o cérebro passa a produzir betaendorfinas, substâncias que aliviam a dor e promovem a saúde.
Judaísmo
Letras de luz
Os judeus cabalistas (que seguem a Cabala, a interpretação mística da religião judaica) acreditam que as letras hebraicas são como matrizes que emitem luz continuamente. E que, agrupadas de determinada maneira, podem transmitir também a cura. Dizem eles que para receber essa energia radiante basta ficar diante das letras hebraicas – não é preciso saber sequer seu significado. Só passar os olhos ou as pontas dos dedos pelos 72 nomes de Deus (que são 72 agrupamentos de três letras hebraicas) já é suficiente para receber essa forte influência. “Com elas, podemos acessar a causa da doença, a sua semente espiritual”, explica o rabino Shmuel Lemle, do Centro de Estudos da Cabala. “Quando uma pessoa acumula um determinado nível de desconexão com a centelha da Luz do Criador que existe dentro dela, ela adoece”, diz o rabino. E para curá-la é necessária uma reconexão interna com essa Luz Divina. Visualizando as formas das letras hebraicas durante meditações, uma enorme quantidade de luz é devolvida à pessoa, acreditam os cabalistas.

“É possível fazer meditações com seqüências de letras que têm a energia de cura (como as letras Men-Hai-Shin), além de seqüências que ativam outros estados benéficos.” O rabino Shmuel enfatiza que as matrizes de luz podem ser usadas por pessoas de qualquer religião e não apenas por judeus. “Pode-se considerá-las como ferramentas universais”, garante.

Outro grupo judaico especialista em cura – Grupo Healing, da Comunidade Shalom – ajuda várias pessoas adoentadas ou mesmo em fase terminal. Voluntários percorrem casas e hospitais, trazendo a força das canções judaicas e de suas orações junto aos doentes e a suas famílias. Muitos dos integrantes do grupo, criado pela psicóloga Esther Amarante, foram pessoas também doentes que agora se dedicam a ajudar os outros.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O MESTRE

O MESTRE

O Mestre não deseja reverência, Deseja trabalho
O Mestre não deseja ritual, Deseja humildade.

O Mestre não deseja dedicação a Ele, Deseja dedicação ao mundo.
O Mestre não deseja parapsiquismo, Deseja amor.
O Mestre não deseja teoria, Deseja a prática.
O Mestre não deseja a técnica, Deseja aplicação.
O Mestre não deseja rótulo ou pacote, Deseja espiritualidade.
O Mestre não deseja alguma linha, Deseja evolução.
O Mestre não deseja competição, Deseja respeito. Um Mestre dispensa linguagem rebuscada, rituais obtusos, competição de egos, uniformidade de sistemas, intelectualidade arrogante, jargão excessivamente técnico, rótulos bonitos ou prédios imponentes. Um Mestre busca discípulos que se afinizem com o trabalho assistencial efetivo, sem humilhá-los ou impor seu sistema. Assim como as empresas materiais, os Mestres visam resultados, só que buscam os melhores objetivos consciências. Os Mestres modernos não são como os de antigamente. Nestes novos tempos, as técnicas evolutivas estão mudando. Eles trabalham mais no plano extrafísico, intuindo o coração de seus discípulos, espalhados por todo orbe. Equipes espirituais extrafísicas com organizada hierarquia sideral, intuem o coração dos neófitos que vibram na devida ressonância mental do bem. Os meios de comunicação fáceis e acessíveis, já promovem as informações espirituais necessárias que se encontram ao alcance da maioria. O maior mestre é a vontade do discípulo que o impele a adquirir um livro, freqüentar um curso e se aplicar no bem. Com a melhoria do nível das programações existenciais, novos tarefeiros vêm reencarnando em condição melhorada de serem intuídos por muitos Mestres espirituais.
Estes Mestres, por sua vez, acabam por encontrar corações e mentes de boa sintonia, de consciências, que não os conheciam, abrindo novas oportunidades universalistas. Assim, qualquer pessoa de mente e coração elevados, pode receber um sopro intuitivo de algum Mestre, que eventualmente passe por perto. O Mestre não deseja discípulos avançados, Deseja avanços no coração.
O Mestre não deseja a pose honrosa, Deseja a honra de servir sem preconceito.
O Mestre não deseja grupos de iniciados, Deseja os que iniciaram o trabalho fraterno.
O Mestre não deseja cheiro de incenso, Deseja o odor reverberante da paz.
O Mestre não deseja o brilho do cristal, Deseja a cristalinidade do coração. Espiritualidade não é religião e humildade não é servilismo. Devemos ser simples sem sermos simplórios. A fraternidade exige iniciativa, o bem exige coragem e todos têm possibilidade de assim conviverem. Seu Mestre não se encontra nas montanhas do Himalaia, se encontra nas aberturas de Luz, que vem de dentro de seu coração. Façam por merecer, pois quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece! Paz, Amor e Luz! Dalton Roque – Inspirado espiritualmente por Ramatís –
Curitiba, 03 de maio de 2004

sábado, 19 de junho de 2010

Passeio Socrático

Frei Betto

A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é ?entretenimento?; domingo, então, é o dia nacional da imbecilidade coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: "Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!". O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globocolonizador, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse, percber com atencao o que se
ingere.
Costumo dizer aos balconistas que me cercam à porta das lojas: "Estou apenas fazendo um passeio socrático." Diante de seus olhares espantados, explico: "Sócrates, filósofo grego, que morreu no ano 399 antes de Cristo, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz."
Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Luis Fernando Veríssimo e outros, de "O desafio ético" (Garamond), entre outros livros.

"O princípio da sabedoria é a admissão da própria ignorância... Todo o meu saber, consiste em saber, que eu nada sei..." Sócrates

2010 – O FIM DE UM MUNDO?

Como você já deve ter percebido, 2010 começou forte. Parece que a Natureza “ligou o turbo”A maioria das pessoas vivendo uma aceleração radical em seus processos existenciais. Em português simples e claro: “o bicho tá pegando”.

E a Astrologia, esta velha senhora, o que tem a nos dizer nesse momento? Ela pode nos auxiliar de alguma forma a compreendermos e nos posicionarmos melhor em relação ao que está acontecendo, e ao que há de vir?

Do alto de seus 5.000 anos de idade, dona Astrô não se abala muito com pouca coisa. Já viu impérios outrora indestrutíveis virarem ruínas… Já viu civilizações que antes ditavam as regras, virarem pontos turísticos… Viu demônios virarem santos, santos virarem demônios, metalúrgicos virarem presidentes, astros do rock virarem astrólogos, políticos outrora muito populares virarem Judas… Enfim… Ela já viu de tudo… E sabe que “a vida vem em ondas como o mar”… Vem e vai… Vai e vem…

Dona Astrô pode nos auxiliar muito num momento desses, em que a corda está esticando. Pode nos lembrar de que isto é um ciclo, e que os ciclos têm a sua natureza, necessidade e duração.

E que ciclo é esse?

Teremos em 2010, mais precisamente no final de Julho de 2010 um alinhamento que (felizmente) não acontece todo momento.

Urano, planeta regente do signo de Aquário, um dos três “deuses da mudança”, geralmente associado á processos de quebras e rupturas radicais em modelos vigentes, completa uma volta e chega ao primeiro grau de Áries, que é também o primeiro grau de todo o Zodíaco. Só isto, já é um acontecimento astrológico significativo, que marca um momento de renovação.

Junto á Urano, vem Júpiter, considerado pelos antigos, como o grande “benéfico” do Zodíaco, também está associado á avanços em paradigmas ideológicos.

No início de 1762, os dois astros estavam alinhados no primeiro decanato do signo de Áries. Este ano é marcado pelo inicio da guerra entre Espanha, maior potência naval da época, e a Inglaterra, que passaria a ser a nova potência maior. O grande império ibérico caminhava para o fim, e o nascente império anglo-saxão começava a despontar.

Em 1845, Urano e Júpiter encontraram-se mais uma vez nos primeiros graus de Áries. Naquele ano, o parlamento britânico promulgou a “Lei Aberdeen”, que foi um passo decisivo para a futura libertação dos escravos, evento que também, sem dúvida nenhuma, foi paradigmático para os padrões da época, e iniciou um novo ciclo para a humanidade, visto que teve um impacto profundo nas relações sociais e econômicas dali para frente.

Em Julho de 1927, novamente Urano e Júpiter chegavam aos primeiros graus de Áries. Aquele foi um ano marcado pela primeira travessia sem escalas do Atlântico, realizada por Charles Lindbergh em seu “Spirit of Saint Louis”. Evento que sem dúvida deixou o mundo muito “menor” do que era até então. Aquele ano também foi marcado por acontecimentos políticos radicais que tiveram importância capital nos desdobramentos futuros. Em Agosto, uma revolta do exército chinês dá origem ao que viria ser o “Exército Vermelho”, que teve papel fundamental na revolução que transformou a face e a história daquele antigo país, e está na base do peso que ele tem hoje no planeta. Naquele mesmo ano, Benito Mussolini promulga a “carta do trabalho”, que transforma a Itália em estado corporativo, e abre as portas para o Fascismo, e Josef Stálin, após expulsar León Trotsky, torna-se líder absoluto do PC e da URSS. Novamente, um mundo estava terminando, e outro estava começando.

Como podemos ver, este alinhamento marca o início de uma mudança radical. As pessoas estão fazendo barulho á respeito de 2012, mas na verdade, o mundo acaba mesmo, é em 2010. Pelo menos o mundo tal qual o conhecemos até aqui.

O céu de 2012 não apresenta nenhum aspecto astrológico radical. Nenhum que chegue próximo ao que teremos esse ano.

Se não bastasse o encontro de Júpiter e Urano em Áries, que como vimos, marca novos momentos politico-ideológicos, temos ainda a posição de Saturno, senhor do tempo e das colheitas nos primeiros graus de Libra, fazendo uma “oposição” exata á conjunção Júpiter-Urano. E Saturno não está só. Com ele vem Marte, como todos sabem, o senhor da guerra. Se isso tudo não bastasse, Plutão, outro “deus da mudança”, implacável e compulsivo, faz uma “quadratura” á esse povo todo, nos primeiros graus de Capricórnio, outros signo “Cardinal”.

O céu está pesado. De todas as conjunções anteriores que eu citei, essa é, sem dúvida, a mais tensa e a mais radical. O velho e o novo estão cara-a-cara para um confronto que já se anuncia há uns três anos. E agora não tem mais como “empurrar com a barriga”, “não tem mais pra onde correr”.

O que está vindo pela frente?

Quem tiver olhos, verá… Um velho mundo morrendo, e um outro, novo, nascendo…

Todos já estamos sentindo a onda gigante de renovação que está chegando…

As mudanças acontecem em todos os níveis: no planeta, em nosso país, aqui no DF e também, como não poderia deixar de ser, em nossos lares, consciências e em nossas vidas. Todos gostam de mudanças planetárias, mas quase ninguém gosta quando elas começam a acontecer em nossas vidas, de verdade.

Quase todos nós, conscientes disto ou não, admitamos isto ou não, somos apegados aos modelos e estilos de nossas vidas, por mais deficientes e causadores de sofrimento que eles sejam. Faz parte de nossa natureza. Somos todos, mais ou menos conservadores. Basta ver quando algo realmente novo chega a Terra, a reação contrária que causa, e a pouca adesão que conquista, num primeiro momento.

O Cristianismo hoje é uma potência política e econômica, influindo em governos, movimentando bilhões e capitaneando guerras. Mas no começo, se limitava a doze pessoas, e durante quinhentos anos, ser simpático a esta idéia era motivo bastante para mandar alguém ser almoço dos leões.

Só que tem momentos, que é mudar ou mudar. E esse é um desses momentos.

Todo esse transtorno e esse “rebuliço” em nossas vidas são as mudanças chegando e batendo na porta dos nossos velhos estilos de vida, que se defendem como podem. Com unhas e dentes, como Saturno e Marte sinalizam.

Será que estamos dispostos a mudar? Será que sabemos o que precisamos mudar? Ou será que ainda estamos pensando que os problemas em nossas vidas são causados pelo ex, pela ex, pelos filhos, a sogra, pelo Lula, pelo Arruda, por nossos inimigos, Deus, o diabo, etc.?

A Tsunami da transformação planetária está batendo na praia. Ou pegamos essa onda e vamos com força para a frente, ou ela nos pega e quebra a espinha dorsal de nossas resistências. A hora de mudar é agora. Se a sua vida já está de pernas para o ar e você não está dando conta sozinho, procure ajuda. Um médico, padre, psicólogo, terapêuta, astrólogo,pai de santo, um amigo de verdade… Enfim, alguém que possa te ajudar a se enxergar, que nós não viemos equipados de fábrica com espelho retrovisor. Somos todos muito hábeis para enxergar cisco no olho do irmão, e cegos para ver a trave em nosso próprio olho… Boa sorte amigos, e coragem… Toda força á frente que o novo nos espera… E sua urgência ruge…

[]s C.Maltz.

By universo holistico