Ela muda de sentido a cada divulgador, retalhando sua força religiosa. No decorrer do tempo, entre 1890 e 1980, houve uma tendência a acabar com a plantação desta grandiosa mensageira do bem para alimentar aqueles que a usavam para fazer a caridade.
corpo e da alma através do exorcismo.
Na era medieval, a magia e o encantamento foram primeiras fases da luta do homem contra as doenças que chegavam sem pedir licença. Era a tuberculose galopante, a lepra, a febre amarela, a gripe espanhola, o empaludismo, a loucura e muitas outras. O doente ficava isolado de todos, com a chamada quarentena nos navios e, principalmente, os negreiros. Colocava-se fogo nas roupas, nas casas e palhoças e em tudo que pudesse ter contaminação.
A magia foi o primeiro passo do homem na luta contra essas doenças. Mais tarde, verificando que nem sempre essas práticas levavam à cura, partiu-se para uma nova arma: as plantas.
Outro grande momento é a distribuição das sementes, que servem para fazer breve ou patuá para crianças e adultos.
Dada a importância dessa planta para o ritual e a magia dos senhores mestres, criou-se todo um sistema de crenças em torno dela.
Salomão bem dizia
A seus filhos juremeiros:
Para entrar na Jurema, Mestre,
Peça licença primeiro!
A ciência da Jurema,
Mora debaixo do chão.
Pertence ao poder da mente.
Quem tem a chave
É o Rei Salomão!
Ninguém.
Diz a lenda que foi o pau utilizado para a confecção da cruz onde Cristo descansou. Ou seja:Jurema é um pau sagrado, onde Jesus descansou. Vamos saudar a Jurema, na santa paz do Senhor.
Os mestres são todos cristãos e seus fetiches principais são os oráculos e a gaita (cachimbo), o fumo de rolo picadinho, a flor do angico, a alfazema e/ou outras essências.
A fumaça é a força dos senhores mestres. Entoando loas e poesias, recitam ou cantam canções adequadas para cada caso.
de tratamento e cura no Catimbó.
Na cidade da Jurema, os mestres (encantados da grande magia do bem), faziam suas unções e defumações ao toque do maracá entre rimas e versos; cantavam para Tupã, pedindo a cura para o doente.
primeiro passo na direção da cura, através da nova medicina alternativa.
Com o decorrer do tempo, a função de curar especializou-se; passou a concentrar-se numa determinada função: a do médico sacerdotal. Daí foi a fase da medicina preventiva. Cresceu o apogeu da flora medicinal.
Até os índios, de todas as nações, principalmente os mais civilizados como os índios americanos, aprenderam a utilização da “quina”, a primeira a ser utilizada no tratamento da febre “palustre”, do empaludismo e outras ervas para o tratamento em geral.
O pé da Jurema ou a árvore da Jurema tornou-se análoga à árvore da vida de tantas mitologias, o eixo do mundo que liga o céu a terra e em cuja morada vivem os espíritos que foram encantados na mata sagrada. Tornaram-se mestres do catimbó, formados no juremá, que é dividido em reinos e que são governados por líderes espirituais, que respeitam a autoridade um do outro. Quando chegam do seu reino a terra, louvam primeiramente Jesus Cristo e dizem:
- Salve! Nosso Senhor Jesus Cristo.
Aí estão fazendo o seu feitiço.
Oh! Jurema encantada
Que nasceu no frio chão,
Dê-me forças e ciência
Como destes ao Salomão!
Dada a importância dessa planta para o ritual e a magia dos senhores mestres, criou-se todo um sistema de crenças em torno dela.
mantém bebida ritualística originalmente feita com o entrecasco ou raiz da jurema.
A ritualística tem como base dança mística com o som hipnótico dos maracás. Esses instrumentos são necessários para o transe religioso, juntamente com a famosa bebida feita com a Jurema Preta, angico e jucá. Tanto a jurema quanto os maracás foram absorvidos pelos rituais sincréticos.
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